8 de mar. de 2013

Sobre Suellen, saltando e sobressaindo, sobre Suellen e ser.


Era guarda-chuva de poá em meio de tempestade.
Ela chegou pra me ensinar a dançar na chuva
aquele aparato virou adorno,
nós duas moveríamos nuvens com as mãos e desenharíamos carneirinhos naquele azul celeste. 
Quem és tu, dama de azul marinho que baila e cativa sem ao menos perceber?
Porque estais tão longe de mim? 
Como ousas viver tão longe do meu coração?
E quando eu sorrio eu cantorolo Oh Sue, sure.
Meu motivo é você
Nunca quis ser sentimental, mas é preciso dizer que, sem sua inspiração virei avião sem turbina e a gravidade funciona também pra alma.
De certo não precisaria colocar em poesia tudo aquilo que meus olhos denunciam
Aliás, isso é caso de polícia, crime sem perdão de ter tão longe e tão perto.
Eu te amo das 6:20 às 15:45, e de 15:46 em diante eu torço pra que o tempo passe depressa e te traga num sopro calmo e sereno que é como tu és.
Torno a questionar, quem és tu, dama de azul marinho?
Suas nuances embora frias anulam toda a dor
Assim, sem rima, imprevisível como tu és.
Digo assim, baixinho que somos só uma, de fato.

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